Docker em produção sem dramas

Os contêineres resolveram o inferno das dependências e criaram problemas novos. O que realmente importa quando você os roda no seu próprio servidor.
Docker é vendido como o que simplifica os deploys. E simplifica, até a primeira vez que um contêiner come o disco ou um restart apaga dados que ninguém sabia que estavam lá dentro.
Os três erros que mais vemos
Dados morando dentro do contêiner. Se não estiverem em um volume nomeado ou em um bind mount, somem no momento em que você reconstrói. É o erro mais comum e mais caro.
Sem limites de recursos. Um contêiner com vazamento de memória pode derrubar todos os outros serviços da máquina. Algumas linhas no compose evitam isso.
Logs crescendo para sempre. Por padrão o Docker guarda cada linha escrita. Já vimos 40 GB de logs encherem um disco e derrubarem um site em produção.
services: app: image: myapp:latest restart: unless-stopped volumes: - app-data:/var/lib/app # datos fuera del contenedor deploy: resources: limits: memory: 512M # un fallo no tumba el resto logging: driver: json-file options: max-size: "10m" # los logs no comen el disco max-file: "3"Portainer vale a pena
Dá para fazer tudo pelo terminal, mas um painel visual muda quem consegue ajudar. Quando um cliente vê os próprios contêineres, reinicia um e lê os logs sem te ligar, todo mundo ganha.
Backups não são opcionais
Um contêiner é descartável. Os volumes dele não. Seja qual for sua rotina de backup, confirme que ela cobre os volumes e — essa é a parte que todos pulam — confirme que a restauração funciona. Um backup que você nunca restaurou é uma hipótese.
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